A primeira vez fica para sempre: o que a ciência descobriu sobre o primeiro cheiro de um lugar
Pesquisadores do Instituto Weizmann mostraram que a primeira associação feita com um cheiro não é apagada pelas seguintes.
Existe um motivo para o primeiro cheiro de um lugar ser tão difícil de substituir, e ele foi medido em laboratório.
O estudo
Pesquisadores do Instituto Weizmann, em Israel, acompanharam voluntários em ressonância magnética enquanto eles associavam imagens a cheiros. Depois, apresentaram as mesmas imagens associadas a cheiros diferentes.
O que encontraram: a primeira associação feita com um cheiro deixa uma marca no cérebro que as seguintes não apagam. Com os outros sentidos não é assim. A memória se atualiza, e a informação mais recente costuma se sobrepor à antiga.
Com os outros sentidos, a memória se atualiza. Com o cheiro, a primeira vez fica.
Por que isso importa para quem tem um espaço
Quer dizer que o cheiro que o seu cliente sentir na primeira visita é o que vai ficar associado ao seu negócio. Se ele entrou pela primeira vez num dia em que o ar estava pesado, essa é a versão do seu espaço que ficou registrada.
E não adianta corrigir depois com força. Um aroma novo não apaga o primeiro, ele convive com ele.
O que fazer com isso na prática
- Trate o dia da inauguração como parte do projeto de aroma, não como algo para resolver depois que a operação estabilizar.
- Se o espaço já existe e o cheiro atual não é bom, a mudança precisa ser consistente por meses, não por uma semana.
- Constância vale mais que intensidade. Um aroma leve todo dia constrói memória melhor do que um aroma forte de vez em quando.
É por isso que a nossa manutenção é mensal e a intensidade é calibrada no local. Não é zelo excessivo: é a única forma de o sexto mês cheirar igual ao primeiro dia.
