Bastidores · 24 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

A primeira vez fica para sempre: o que a ciência descobriu sobre o primeiro cheiro de um lugar

Pesquisadores do Instituto Weizmann mostraram que a primeira associação feita com um cheiro não é apagada pelas seguintes.

Wlademir Motta
Marca de copo nítida sobre pedra clara, ao lado de marcas mais apagadas

Existe um motivo para o primeiro cheiro de um lugar ser tão difícil de substituir, e ele foi medido em laboratório.

O estudo

Pesquisadores do Instituto Weizmann, em Israel, acompanharam voluntários em ressonância magnética enquanto eles associavam imagens a cheiros. Depois, apresentaram as mesmas imagens associadas a cheiros diferentes.

O que encontraram: a primeira associação feita com um cheiro deixa uma marca no cérebro que as seguintes não apagam. Com os outros sentidos não é assim. A memória se atualiza, e a informação mais recente costuma se sobrepor à antiga.

Com os outros sentidos, a memória se atualiza. Com o cheiro, a primeira vez fica.

Por que isso importa para quem tem um espaço

Quer dizer que o cheiro que o seu cliente sentir na primeira visita é o que vai ficar associado ao seu negócio. Se ele entrou pela primeira vez num dia em que o ar estava pesado, essa é a versão do seu espaço que ficou registrada.

E não adianta corrigir depois com força. Um aroma novo não apaga o primeiro, ele convive com ele.

O que fazer com isso na prática

É por isso que a nossa manutenção é mensal e a intensidade é calibrada no local. Não é zelo excessivo: é a única forma de o sexto mês cheirar igual ao primeiro dia.

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